São vários assuntos que surgem quando se está afim de alguém, desde meteorologia até como foi o dia da pessoa. Mas com Julia e Guilherme, foi diferente. Na primeira vez que se conheceram, os dois contrariaram as estatísticas e conversaram sobre piercing. Julia tinha colocado um na orelha e Guilherme já tinha um no nariz.
E essa conversa começou na fila de uma festa!
Como Guilherme é irmão de uma das melhores amigas de Júlia e ambos já tinham trocado alguns olhares, o papo sobre piercing não foi estranho para um primeiro encontro, até foi engraçado, como ela diz.
“A gente ficou junto nessa festa. No dia seguinte, ele me procurou no Facebook e, desde então, passamos a conversar e nos encontrar toda semana.”
O encontro semanal virou namoro em fevereiro de 2011. Sete anos depois, a vontade de construírem uma família falou mais alto e o pedido de casamento saiu em uma viagem a Gramado.
Guilherme convidou Julia para passar um final de semana em Canela, onde a família dela possui uma casa de inverno. Como Gramado é quase do lado, ele reservou à noite uma mesa no restaurante La Table D’or, que fica na região do Lago Negro, um lugar bem turístico da cidade. Ao chegarem, o garçom pediu para que esperassem um pouco, pois estavam arrumando a mesa dos dois em um lugar mais afastado. Com o restaurante vazio, Julia estranhou o pedido e questionou Guilherme sobre o motivo de terem que aguardar por uma mesa se o local estava sem ninguém.
No espaço reservado, os dois escolheram suas jantas e passaram horas conversando. Quando veio a sobremesa, o garçom que os atendeu a noite toda chegou com uma câmera e um prato escrito: “Julia, quer casar comigo?”. Dentro, havia um anel de noivado.
“Minha reação foi de choque! Até hoje, eu não lembro direito o que fiz ou como fiquei de tão emocionada que estava. Lembro bem que, logo em seguida, veio um buquê de flores enorme e começou a tocar a música do Andrea Bocelli, ‘Com Te Partirò’. Foi uma noite linda e inesquecível.”
Com o pedido realizado, Julia e Guilherme marcaram o casamento para abril de 2020. Nenhum deles esperava a chegada de uma pandemia, que deixou tudo muito incerto em relação ao casório.
“Tínhamos planejado um casamento grande, com festa e atrações. A cada mês, íamos trocando novamente a data com a esperança que no mês seguinte tudo estivesse resolvido. Tudo parou, ninguém mais tinha a certeza de nada e o nosso sonho de casar estava ficando bem distante.”
O tempo foi passando, até que finalmente Júlia e Guilherme conseguiram encontrar uma nova data: 19 de dezembro de 2020. Ela nem estava mais preocupada em ter um casamento grandioso, só queria poder entrar na igreja com um vestido de noiva branco e completar o protocolo da cerimônia religiosa.
O Ana Dotto Atelier entra na história nesse intervalo de tempo entre a escolha da nova data e o grande dia. Júlia já conhecia o trabalho da Ana, pois sua prima trabalhou no atelier e sempre ouviu falar muito bem do local. Quando foi encontrar a Ana, já sabia o que desejava para seu vestido de noiva.
“Cheguei com uma ideia pronta na cabeça. Eu queria um vestido simples, bem minimalista. A Ana captou o que eu queria de cara, e tudo fluiu de forma muito natural e leve.”
O vestido também trouxe sorte para Julia. Antes de entrar na Igreja São Pelegrino, onde ocorreu seu casamento, o bispo de Caxias do Sul, Dom José Gislon, apareceu de forma inesperada na janela do carro que a levava para a cerimônia e deu uma benção a ela. Ela descreve esse momento como “único” e que “trouxe certeza sobre casar-se”.
Julia ainda coloca que “cada detalhe do casamento foi especial, pois tínhamos ao nosso lado pessoas realmente importantes e que fizeram e fazem parte da nossa vida, que estavam ali de corpo e alma torcendo por nós dois.”





