Letícia Frá

Imagine viajar internacionalmente com um vestido de noiva dentro da mala… Ansiedade, nervosismo, preocupação excessiva com a bagagem. “Eu dizia: ‘eu posso não chegar, mas o vestido chega!’” Era essa a vibe da noiva Letícia Frá, que viajou até a Itália, no ano passado, para casar de Ana Dotto. 

Logo no primeiro aeroporto do trajeto, Porto Alegre, um contratempo: de todos os que estavam no grupo, ela foi a única selecionada para abrir a bagagem na inspeção da segurança. Justamente a mala do vestido, perfeita e cuidadosamente dobrado e embalado pela equipe do atelier dias antes. “Fui a última a passar, estavam todos me esperando!”, conta Letícia, que pediu ao fiscal para ter cuidado, informando que se tratava de um vestido de noiva. “O segurança ficou totalmente sem jeito, abriu a mala e quase nem encostou em nada…” relembra. “Foi por pouco, mas deu para manter a surpresa do vestido.” 

Ao chegar em Cortona, cidade italiana escolhida para o casamento, mais um desafio para quem viaja com vestido de noiva: onde guardá-lo até o dia da cerimônia? “Tirei da mala e coloquei dentro do armário. O hotel era uma casa bem antiga e o armário era baixinho, o vestido ficava dobrado, sobrando embaixo. Mandei vídeo para o atelier, e elas me tranquilizaram”, diz Letícia. “No dia, não quis nem mandar passar o vestido, de medo que algo acontecesse com ele.” Quem já foi noiva, entende. 

A escolha por fazer um “destination wedding” veio após a sugestão de um conhecido, quando Letícia e o noivo estavam em busca de fornecedores de casamento. “Eu queria algo personalizado”. Diferente de grande parte dos casamentos realizados fora, ficou decidido que este não seria na praia. E após algumas pesquisas online, chegou-se a escolha da Itália, mais precisamente a cidadezinha histórica de Cortona. “Nos apaixonamos pela cidade, que tem bem cara de cenário de filme.”

No dia do casamento, uma quarta-feira, Letícia fez questão de se arrumar com as outras mulheres da família que estavam lá. A missa foi realizada por um padre, em italiano, e a cerimônia durou uma hora (“Lá, tinha que ser uma missa completa”). Teve até participação de outras pessoas que estavam na igreja, que não era fechada. “Até um casal de alemães veio nos dar os parabéns.”

Depois, o casal caminhou por alguns lugares da cidade para fotos. Com todo o cuidado, por causa do sapato da noiva: um Sarah Jessica Parker comprado mais de um ano antes, em Las Vegas. “Atravessamos a rua chamando a atenção. Ouvimos parabéns em diversos idiomas, até de brasileiros que estavam por lá.” 

A celebração terminou com um almoço em um restaurante com vista para a cidade. “Eu acho que o meu vestido combinou perfeitamente com o local. Ficou uma peça bem romântica. Foi, de fato, o meu dia de princesa,” conta. “A Ana tem essa capacidade de perceber o que a cliente quer e demonstrar muito rápido. E ela tem um jeito bem simples, ela encanta de primeira.” 

Casar fora, para Letícia, foi uma experiência que ela repetiria (e que indica). “Temos lembranças muito boas, porque viajamos em família, e eu pude proporcionar algo para os meus pais que eles não conheciam ainda. Isso me marcou bastante. Fizemos uma coisa que ninguém que conhecíamos já tinha feito, e várias pessoas apoiaram, acho que despertamos um pouco disso para outras pessoas. Foi lindo, foi ótimo.” 


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Valquíria Vita em seu casamento.

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