ARIELLY TAFFAREL

“Casamentos, hoje em dia, são uma como uma fábrica: toda a festa que a gente vai, tem mais ou menos as mesmas coisas, o mesmo estilo. Tudo muito padrão. E o que eu queria era algo especial que, quando os convidados olhassem para cada detalhe, percebessem: “Isso é a cara dos noivos”, conta Arielly Taffarel, sobre o seu sob medida Ana Dotto e sobre como cuidou de cada elemento, do vestido às lembrancinhas. Quando chegou ao atelier, a noiva já tinha na cabeça e nos seus rascunhos cada detalhe (e eram muitos) do seu vestido ideal. E Ana Dotto ajudou a realizar.
Diferente de muitas noivas, Arielly não tinha uma referência de outra noiva que inspirasse o modelo desejado. Queria algo (bem) diferente de tuido o que tinha visto. “Ari, eu quero fazer o teu vestido!”: essa foi a reação de Ana Dotto quando ouviu a proposta desafiadora do vestido de Arielly, que confiou no talento do bordado da estilista para dar ao vestido delicadeza necessária e difícil de alcançar. “Quando se usa bordado colorido, o vestido pode ficar muito extravagante e não delicado. E eu sabia que a Ana tinha essa delicadeza”, conta Arielly.
Arielly queria um clássico vestido de noiva, como a data pede; romântico para combinar com o clima da recepção; boho, para harmonizar com a rusticidade de uma cerimônia ao ar livre, na vinícola Perini, com a decoração de capim dos pampas e com a familiaridade que os engenheiros agrônomos, como ela, têm com o cenário do campo. O vestido off white de tule poá ganhou uma frente fechada e costas bem abertas (por onde ela começou a idealizar o modelo), mangas bufantes, bordados coloridos de flores e folhas, pássaros, plumas e até penas naturais. Houve quem fizesse apostas para adivinhar como seria o modelo. “Todo mundo errou”, diverte-se Arielly. Houve também quem não conseguisse, como Ana conseguiu, imaginar tudo isso em um vestido só. Arielly queria também casar de botas country.
Os bordados tinham recortes de rendas que a noiva e a estilista escolheram juntas, flores feitas à mão e peças rebordadas: diversos “retalhos” para compor o quebra-cabeça do vestido de Arielly. “Foi até cansativo. Eu fiquei bastante tempo de pé. A Ana e a equipe iam colocando cada folhinha e cada florzinha direto no meu corpo, no lugar que deveria ser”, lembra Arielly. Na altura das costas, o véu tinha dois pássaros bordados à mão, uma referência ao monograma do casal, segurando uma faixa com a frase “Seja feita a vossa vontade”.
O resultado final tinha tudo o que Arielly quis, exceto as botas country, que poderiam roubar a cena e ficaram só para a festa. Para a cerimônia, ela usou uma sapatilha confortável, bordada com os mesmos recortes do vestido.
Foi a própria Ana Dotto, também em um vestido floral e romântico da sua coleção, que vestiu Arielly para o casamento. Talvez um dia, para renovar votos de Arielly e Gabriel Regalin Mutterle, a estilista possa repetir o gesto de vestir a noiva, mas, certamente, não precisará criar um novo vestido. “Eu sinto que eu poderia casar de novo daqui a 50 anos e eu casaria com o mesmo vestido, sem mudar nada.”

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